Bell Marques vai tocar no Carnaval de Salvador durante 42 horas


Se, para o folião, o carnaval é uma verdadeira maratona atrás do trio elétrico, quem fica em cima dele não se cansa menos. Que o diga Bell Marques! Aos 63 anos, o cantor baiano vai enfrentar muitas horas de shows para animar o público em Salvador. Em seis dias de festa, Bell vai passar por seis blocos e dois camarotes, num total de – ufa! – 42 horas soltando a voz e tocando bravamente sua inseparável guitarra. “Disposição eu tenho. E muita!”, garante ele.

No entanto, Bell não se espanta com a carga de trabalho durante o Carnaval. Afinal, ele é umexpert: “Desde 1979 até hoje que eu toco todos os anos ininterruptamente. Para ter noção, eu me apresento de quinta a terça-feira de Carnaval. Tantas horas é realmente muito tempo para cantar sozinho. Em um ano, eu cheguei a ficar nove horas em cima de um trio, porque houve um engarrafamento em Salvador. Mas, como isso me dá muito prazer, não me assusta”. E quem pensa que depois disso tudo o cantor descansa, ele decreta: “Minhas férias têm a duração máxima de três dias”.

Para tanta disposição, a preparação é simples: uma boa alimentação durante o ano todo e exercícios físicos. Além disso, Bell revela um segredinho que dá uma força extra a isso tudo: “Rezar para o meu espírito para ele ficar feliz! (risos)”.

Mas quem pensa que Bell Marques vive só de axé e ritmos do Nordeste, o cantor revela que no seu corpo também bate um coração – pasmem! – roqueiro.

“Eu também adoro rock’n roll, mas o rock que eu gosto é da antiga, aquele pesado dos anos 70. Antes de subir no trio elétrico, eu fazia rock. E ainda me inspiro muito. Tanto que, no DVD que gravei em Fortaleza, a introdução sou eu em uma guitarra fazendo um riff completamente rock’n roll bacana. Eu e minha guitarra, no palco, durante alguns minutos, tocando um riff  lindo para caramba! Tenho isso na veia!”, diz ele que também tem ouvido ritmos do outro lado do Oceano Atlântico: “No meu player toca música africana. Eles têm muito a ver com o que eu construí. São muito bons no lado percussivo, muito criativos. É coisa de gênio!”.

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